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Gorduras

Óleos vegetais

Também buscado comoóleo de sojaóleo de canolaóleo de girassolóleos de sementesfritura
4 crenças checadas:3 mitos1 verdade
O que dizem

Óleos de sementes (soja, canola) são inflamatórios e tóxicos

Mito

O que a ciência mostra

Revisão de ensaios clínicos não encontrou aumento de marcadores inflamatórios com mais ácido linoleico. Em dados de 30 coortes, mais linoleico no sangue se associou a menos doença cardiovascular, e trocar gordura saturada por poli-insaturada reduziu eventos coronarianos. A revisão Cochrane sobre ômega-6 não viu dano e encontrou possível redução de infarto.

Força da evidência

Alta (Cochrane + coortes + meta-análise)

4 fontes
O que dizem

Óleo reaproveitado em várias frituras faz mal

Verdade

O que a ciência mostra

Reaquecer o mesmo óleo várias vezes gera compostos de oxidação e degradação. Revisões ligam o consumo de óleo muito reutilizado a alterações de pressão e de vasos em estudos experimentais. A ANVISA orienta descartar o óleo quando escurece, forma espuma ou solta fumaça. Em casa, reutilizar uma ou duas vezes com cuidado é aceitável; o problema é o óleo que frita o dia todo.

Força da evidência

Moderada (revisões + norma)

3 fontes
O que dizem

A gordura do óleo de soja fica 3 anos na sua pele, inflamando

Mito

O que a ciência mostra

O tempo longo existe, mas é na gordura de reserva, o tecido adiposo. A meia-vida da incorporação do ácido linoleico (ômega 6) ali é de cerca de 680 dias, e os triglicerídeos dos adipócitos são renovados seis vezes ao longo de cerca de dez anos, o que vale para qualquer gordura, inclusive a banha. A camada de fora da pele se renova em 28 a 30 dias em adultos jovens, e o ácido linoleico participa da barreira da pele. Numa revisão de 15 ensaios com pessoas saudáveis, mais ácido linoleico na dieta não alterou os marcadores de inflamação.

Força da evidência

Moderada (fisiologia + revisões sistemáticas)

5 fontes
  • Estudo
    Guyenet SJ et al. Increase in adipose tissue linoleic acid of US adults in the last half century. Adv Nutr, 2015.
  • Estudo
    Arner P et al. Dynamics of human adipose lipid turnover in health and metabolic disease. Nature, 2011.
  • Órgão
    National Cancer Institute, SEER Training Modules. Layers of the Skin.
  • Instituição
    Linus Pauling Institute, Oregon State University. Essential Fatty Acids and Skin Health.
  • Estudo
    Johnson GH, Fritsche K. Effect of dietary linoleic acid on markers of inflammation in healthy persons: a systematic review of RCTs. J Acad Nutr Diet, 2012.
O que dizem

A extração com solvente destrói a gordura e deixa o óleo tóxico

Mito

O que a ciência mostra

O hexano é autorizado pela Anvisa para extrair óleo, com limite de 1 mg por kg de resíduo no produto. O refino remove quase todo o hexano, e o óleo refinado fica em torno de 0,8 ppm de resíduo, segundo a Harvard Chan School. O ácido graxo continua o mesmo. A revisão sobre refino de óleos aponta que o processo elimina contaminantes e dá estabilidade, mas também remove alguns nutrientes e forma compostos indesejáveis, como ésteres de 3-MCPD e um pouco de gordura trans, e a desodorização em alta temperatura retira parte da vitamina E.

Força da evidência

Moderada (norma + revisões técnicas)

Onde as fontes divergem

A EFSA está reavaliando o hexano (a última avaliação é de 1994), e o EUFIC reconhece que dados recentes sobre resíduos em óleos refinados são escassos. Os limites e as conclusões acima seguem as normas vigentes.

5 fontes
  • Órgão
    ANVISA. RDC nº 466, de 10 de fevereiro de 2021 (coadjuvantes de tecnologia autorizados, incluindo solventes de extração). Hexano: limite de 1 mg/kg na gordura, óleo ou manteiga de cacau.
  • Instituição
    EUFIC. Is hexane in food a cause for concern?
  • Sociedade
    AOCS Lipid Library. Deodorization.
  • Universidade
    Harvard T.H. Chan School of Public Health, The Nutrition Source. Ask the Expert: Concerns about canola oil, 2015.
  • Estudo
    Gharby S. Refining Vegetable Oils: Chemical and Physical Refining. ScientificWorldJournal, 2022.